Menstruação e masculinidades:
notas sobre a participação de professores homens em uma pesquisa sobre menstruação em escolas públicas
DOI:
https://doi.org/10.14244/rau.v16i2.495Palavras-chave:
Menstruação, Escola, Estigma, Professores, MasculinidadeResumo
Estigma e sexismo marcam o comportamento e pensamento social sobre menstruação, criando cenários imaginários carregados de preconceitos sobre papéis de gênero, no tocante a quem pode e quem não pode acessar pautas tidas como específicas. Dois pensamentos organizam o cenário social: primeiro, os homens, por não menstruarem, não teriam interesse no assunto e o tratariam a partir de comportamentos misóginos; segundo, por ser um assunto referente ao corpo das mulheres, deveria ser tratado exclusivamente por mulheres. Esse artigo é um relato de experiência de um recorte realizado ao longo da minha trajetória de pesquisa de campo, do doutorado que versa sobre a gestão da menstruação em escolas públicas do Brasil. Nele relato como o estigma associado à menstruação permitiu que os professores participassem da pesquisa, ajudando a ressignificar paradigmas sobre masculinidade hegemônica.
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