Entre costuras, colagens e corpos:

um ensaio sobre a arte da educação menstrual

Autores

  • Isabel Cristina de Almeida Prado FIOCRUZ-RJ

DOI:

https://doi.org/10.14244/rau.v16i2.488

Palavras-chave:

Menstruação, Educação Menstrual, Saúde Menstrual, Saúde Coletiva, Saúde da Criança

Resumo

Este ensaio discorre sobre a educação menstrual desde sua concepção pelos movimentos sociais da menstruação até a aplicação de diferentes metodologias, com público diverso, em três oficinas: saúde menstrual nas escolas, criação de fanzine menstrual e costura de absorventes de pano. O estudo foi realizado entre os anos de 2024 e 2025 em dois países, Brasil e França. A abordagem multi-metodológica demonstrou que sua efetividade está diretamente relacionada a aspectos sensíveis, lúdicos e artísticos. A partir da intersubjetividade das experiências e dos encontros, foi possível compreender que o processo de fazer educação menstrual perpassa memórias, afetos e emoções de meninas, mulheres e demais pessoas que menstruam, assim como de meninos e homens, atravessando experiências vividas desde a menarca até a menopausa, despertando reflexões sobre corpo, gênero, raça, classe, sexualidade e ecologia, possibilitando a compreensão sobre o ciclo menstrual/ovulatório/hormonal, anatomia, gestão do ciclo, dignidade menstrual e cuidados com a saúde.

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Publicado

17-01-2026

Como Citar

Almeida Prado, I. C. de. (2026). Entre costuras, colagens e corpos:: um ensaio sobre a arte da educação menstrual. Revista De Antropologia Da UFSCar, 16(2), 53–73. https://doi.org/10.14244/rau.v16i2.488

Edição

Seção

Dossiê Educação Menstrual na prática: vazando experiências em campo

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