A vida e a morte no “gênero autobiográfico” ameríndio
DOI:
https://doi.org/10.14244/rau.v17i1.504Palavras-chave:
Etnologia Ameríndia, Autobiografia Indígena, Gêneros DiscursivosResumo
Após decênios de desinteresse e desconfiança, o “gênero autobiográfico” principia finalmente a integrar os repertórios bibliográfico e teórico-metodológico da etnologia brasileira e das Terras Baixas da América do Sul. O presente artigo almeja refletir os seguintes desdobramentos: de um lado, e muito abreviadamente, o aproveitamento e a qualidade de leitura aos quais a etnologia das Terras Baixas tem submetido as (auto)biografias indígenas; de outro, com mais ênfase, os rendimentos analíticos auferidos da aplicação da categoria, autobiografia, a materiais etnográficos – “tradicionais” – diversos.
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