Menstruação e masculinidades:

notas sobre a participação de professores homens em uma pesquisa sobre menstruação em escolas públicas

Autores

  • Naedja Cristiane Vieira Costa Unicamp

DOI:

https://doi.org/10.14244/rau.v16i2.495

Palavras-chave:

Menstruação, Escola, Estigma, Professores, Masculinidade

Resumo

Estigma e sexismo marcam o comportamento e pensamento social sobre menstruação, criando cenários imaginários carregados de preconceitos sobre papéis de gênero, no tocante a quem pode e quem não pode acessar pautas tidas como específicas. Dois pensamentos organizam o cenário social: primeiro, os homens, por não menstruarem, não teriam interesse no assunto e o tratariam a partir de comportamentos misóginos; segundo, por ser um assunto referente ao corpo das mulheres, deveria ser tratado exclusivamente por mulheres. Esse artigo é um relato de experiência de um recorte realizado ao longo da minha trajetória de pesquisa de campo, do doutorado que versa sobre a gestão da menstruação em escolas públicas do Brasil. Nele relato como o estigma associado à menstruação permitiu que os professores participassem da pesquisa, ajudando a ressignificar paradigmas sobre masculinidade hegemônica.

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Publicado

17-01-2026

Como Citar

Costa, N. C. V. (2026). Menstruação e masculinidades:: notas sobre a participação de professores homens em uma pesquisa sobre menstruação em escolas públicas. Revista De Antropologia Da UFSCar, 16(2), 204–215. https://doi.org/10.14244/rau.v16i2.495

Edição

Seção

Dossiê Educação Menstrual na prática: vazando experiências em campo

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