O voo do urubu

cenas do canto zo’é

Autores

  • Hugo Prudente da Silva Pedreira USP

DOI:

https://doi.org/10.14244/rau.v17i1.506

Palavras-chave:

Zo'é, Canto, Artes Verbais, Poéticas Indígenas

Resumo

Os Zo’é cantam porque estão bravos, o rompimento amoroso é a sua motivação unânime. Em frases relativamente curtas, seus cantos podem evocar com bastante concisão narrativas míticas, biografias de antepassados específicos, ou disposições reconhecidas no modo de ser de variados animais. Após executado, um canto deve ser abandonado. Ele nunca se repete. Isso implica que cada performance exige do cantor um novo trabalho criativo, a partir de um fundo de referências compartilhadas. Com uma notável economia expressiva, estes cantos operam destacando relações e posições em torno de certas imagens poéticas recorrentes. Este artigo empreende um breve sobrevoo através de diferentes modalidades discursivas zo’é, cantadas, faladas e escritas, acompanhando a figura do urubu-rei. Para este experimento, são apresentados quatro cantos, uma narrativa mítica tomada por partes e algumas páginas de diário.

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Publicado

09-04-2026

Como Citar

Pedreira, H. P. da S. (2026). O voo do urubu: cenas do canto zo’é. Revista De Antropologia Da UFSCar, 17(1), 144–168. https://doi.org/10.14244/rau.v17i1.506

Edição

Seção

Dossiê Ontologia e Linguagem